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A eficiência de cada um

"É o ano da busca por eficiência". A frase inicia o editorial da revista Época Negócios de setembro[i], que dentre outras matérias cobriu a premiação anual feita pela revista para as melhores empresas do país em 26 setores.

Durante as entrevistas com alguns dos empresários das 400 maiores empresas do país, a tônica foi a busca pela eficiência operacional, que em uma linha comum se traduz na necessidade de enxugar custos, alavancar a produtividade e fazer mais com menos.

Como pode ser observado no próprio editorial – que por sinal leva o título de “A eficiência de cada um” - e também ao longo de algumas matérias da revista, o consenso cessa quando se começa a discutir o que fazer para alavancar a eficiência.

Os planos relatados por alguns executivos englobam desde posições mais conservadoras, como reduzir investimentos e focar práticas de gestão, até as mais ousadas, como aproveitar o momento de baixa para fazer investimentos em inovação e transformação.

Isso nos remete a algo que temos repetido quase como um mantra nas nossas conversas com gestores de operações: quando se fala de eficiência operacional, o destino final pode ser muito parecido para duas empresas distintas, mas a jornada será quase sempre muito diferente. Isso ocorre porque fatores como a cultura organizacional, os níveis de automação, de inovação, de maturidade de processos, de práticas de gestão e o perfil da liderança, dentre outros, determinam a intensidade de cada ação e dos efeitos que produzem sobre o conjunto de stakeholders de cada empresa.

O que queremos destacar é que a coisa mais importante é que você tenha um plano. No momento atual, não há como negar que eficiência operacional é um dos pilares que irá sustentar as organizações durante o período turbulento que vivemos. Mas igualmente tão importante é garantir aquilo que os executivos entrevistados pela revista detectaram: que o seu plano respeite a identidade da sua organização.

Embora possa parecer óbvio, não são raros os casos que desconsideram a necessidade de tal alinhamento, fazendo com que montantes de investimentos muito parecidos acabem resultando em incrementos de eficiência muito diferentes.

O mais importante, a nosso ver, é que o momento atual chamou novamente a atenção das empresas para a necessidade de tratar melhor a questão da eficiência operacional. Torcemos e trabalhamos para que seja uma onda muito duradoura e que as ações que estamos iniciando agora transformem-se futuramente em programas de melhoria contínua. Acreditamos que só assim poderemos efetivamente aumentar a competividade e a qualidade dos produtos e serviços que produzimos no Brasil.

It’s time to move on!

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